O PROADI-SUS, implementado a partir de 2009 no Brasil, pode ser entendido como
mais uma expressão das políticas neoliberais,
que levou a novos estatutos jurídicos e a
novas formas de compreensão do direito à saúde
nas políticas sociais, instituindo um arranjo aqui
denominado de filantropia mercantil no setor da
saúde. Este livro apresenta como as práticas de
responsabilidade social empresarial e a filantropia
mercantil se constituíram como um dos eixos
de uma nova experiência social na política brasileira,
através das quais o empresariado acabou
por fortalecer intervenções com projetos sociais
gerenciados por meio de organizações privadas.
Discute-se aspectos de benefício direto das
instituições privadas, para além da isenção
concedida propriamente dita, e dificuldade no
alinhamento dos projetos às diretrizes do SUS,
com grande fragilidade no monitoramento e
avaliação do programa.