A consolidação de um novo patamar da proteção social no Brasil contemporâneo, conforme projetado na Constituição Federal de 1988 – e particularmente na Política Nacional de Assistência Social – requer esforços de reflexão crítica, organização coletiva e movimentos da sociedade civil para fazer ressurgir a dinâmica da política como experiências de múltiplos sujeitos na definição dos destinos da cidade e da conquista da emancipação política, caminhos estratégicos para pro duzir cotidianamente uma emancipação humana capaz de articular justiça social, equidade e igualdade de direitos com reconhecimento e respeito às diferenças. Para tanto, o desafio traduz-se em radicalizar a democracia por dentro e para além dos limites postos pela civilização do capital. Neste percurso, a ampliação, ressignificação e/ou construção de espaços públicos democráticos torna-se uma possibilidade estratégica para materializar a cidadania ativa e os direitos (civis, políticos, sociais e tantos outros), ainda nos