Os quatro deliciosos ensaios de ENTRE A MENTIRA E A IRONIA tratam a mentira e o exagero em todas as suas formas. Umberto Eco — o mais importante intelectual italiano deste século — fala do grande charlatão Cagliostro “o eterno arquétipo do homem sem qualidades”, e passa para “Os noivos”, de Manzoni, realçando a prevalência do ponto de vista dos humildes, os quais, instintivamente, evitam “disfarçar” a realidade do modo como os poderosos o fazem.